segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Brincando com o tempo...


Pergunto-me às vezes:
“Será que o universo é um grande relógio que um Deus relojoeiro ajusta, troca os pinos e ignições?”
Fico até pensando:
“Será que se em vez de beber água eu tomar refrigerante mudarei alguma coisa no futuro?”
Como se assim, a mínima coisa que eu fizesse, tivesse o poder de mudar substancialmente meu futuro.
Observei-me então brigando com o tempo.
Querendo que ele corra!
Querendo que ele volte!
Querendo que ele pare!
Querendo sem querer!
Querendo manipulá-lo ao meu favor...
Fui capaz de esquecer o calendário para me perder nos dias.
Deixei todos os relógios pararem.
Comecei a dormir tarde para desregular o meu próprio relógio.
Não como na hora certa.
Acordo na hora errada.
Continuo a me perguntar...
Quantas décadas faltam para a maturidade?
Quantos anos faltam para eu ser gente?
Quantos meses faltam para o carnaval?
Quantas semanas faltam para o natal?
Quantos dias faltam para o final da semana?
Quantas horas faltam para sair o resultado?
Quantos minutos faltam para a hora do jantar?
Quantos segundos faltam para eu relembrar de você?
E aí eu continuo, brigando e brincando com o tempo
Pensando que ele briga e brinca comigo também
Todos nós desejamos um bom futuro, bons momentos...
Mas será que temos consciência de que cada atitude prepara para esse caminho?
Mantenho-me com os olhos bem abertos e querendo sempre poder estar sóbria para notar esses avisos, às vezes, tão agudamente, que fujo para esquecer tudo e deixar as coisas tomarem o seu próprio rumo.
Mas não dá!
Seria uma negligencia da minha parte...
Mas inocência minha pensar isso, mesmo sabendo que tenho o poder de fazer meu tempo, não mando no tempo e ele parece ter vida própria.

Um comentário:

Frido disse...

Eu sempre achei que o tempo tinha vida própria. Nao tem?