quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

anAna do outro lado do espelho.


Ana tinha a sensação de está sozinha no mundo. Ela era o seu próprio mundo que ninguém conseguia enxergar. Sempre batiam na sua porta, mas da sala não passavam. É certo que ela resistia, mas nunca negou que a porta estava entreaberta, mesmo assim, ninguém conseguia entrar. Ana era auto-suficiente demais e seus pensamentos a bastavam. Mas de tanto pensar, ela viu que as coisas ao seu redor, cada vez, perdiam mais o sentido. Ana cansou de si e cansou mais ainda de ver os outros pensando futilidades. Ana não agüentava mais essa vida mesquinha e efêmera. Ana queria viver de verdade e autenticamente. Ana era uma menina nova, mas parecia ter cem anos de sabedoria, era viva, era esperta, mas era triste. Não encontrou ninguém para compartilhar das suas teorias de mundo. Ela guardava segredos sobre tudo e tinha resposta para tudo.
Ana correu na vida, mas rápido do que o tempo.
Ela via de ontem a chuva de amanhã, nem ela se entendia.
Ana não era comum, Ana não era feliz.
Ana sabia de tudo e de nada, Ana nada sabia.
Ana sentia tudo e nada sentia.

Um comentário:

Viver é Bom ! ! ! disse...

Nossa... amei seu blog, tudo, tudo, tudo.
Vim "passear" por acaso e fiquei... Muito bom !
Vou voltar, tá ? Parabéns !
Quando der visite meu blog também :

Beijo !
Solange Maia

http://eucaliptosnajanela.blogspot.com