sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Medo de amar...

Cada qual tem seu jeito, seu jeito de amar.
Uma vez, quando criança e não tinha idéia do que seria o amor romântico, esses de novela e filmes, eu acreditava que amar era chegar para alguém e dizer: “Eu te amo!”
Mas um dia, eu experimentei do amor.
Amei e me deixei ser amada. Entreguei-me e sem saber ofereci minha cabeça a prêmio.
O arrebatamento do amor é tão forte que você é capaz de colocar uma corda no pescoço sem se dar conta.
Quando digo: “Colocar corda no pescoço”, não me refiro a um sentido mórbido de um suicídio e sim arriscar a perder certas coisas, mas porém, ganhar outras.
O amor não se resume em palavras e sim em ações. Nunca vi frase mais manjada sobre o que é o amar, mas mesmo manjada, é real. E o senso comum, mais uma vez, na sua sabedoria poética, tem a razão de entender isso. Mas amar não é tão simples.
O tempo passa e a gente dificulta as coisas, cobramos mais, nos tornamos mais exigentes, taxativos, seletos. Isso é ótimo! Ainda bem. Mas, me parece, que dessa forma fica muito racionalizado, muito medido. Parece que temos um escalimetro nas mãos para medir as palavras que escrevemos e nossas sensações.
A verdade é que com o tempo temos medo de amar, medo de sofrer. Achamos-nos velhos demais para chorar como adolescentes recém saídos das fraldas. Seria cômico ver um homem de trinta anos chorando no colo da mãe porque o seu namoro de um mês acabou. Às vezes temos vontade de chorar, mas dissimulamos, nos mostramos frios, mas só quem sabe desse segredo é a gente mesmo.
Ninguém deveria ter medo de sofrer porque perdeu um grande amor. Acredito que o tempo cura e depois vem outro grande amor.
Acho que Nelson Rodrigues, na tentativa de falar sobre o amor, terminou falando uma meia verdade, ele disse: “Não é possível amar e ser feliz ao mesmo tempo”. Muito pessimismo ou mero realismo? Depende!
Cada qual tem a sua própria concepção do amor e do que é amar, vai ver que é por isso que seja tão difícil chegar a um consenso.
Boa sorte aqueles que amam e aqueles que têm medo de amar!

3 comentários:

eduardo disse...

Meio que previsivel vc fazer um texto desses depois do que conversamos

Carolina Braga disse...

Gostei muito! Nada previsível como vc mesma não o é.

Beijos viu?

:)

Evaniele Oliveira disse...

engraçado!
gero sentimentos opostos em pessoas que me conhecem um bocado!
legal!
subjetividade total!