sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Outra Vez


Hoje escrevi diversos textos. Começava e desistia de continuar. Não tinha que jogar o papel fora porque, felizmente, estava escrevendo no meu computador. Quando escrevo, sinto que sou ouvido de certa forma. Sinto que as coisas pesadas saem do meu peito travado e mudo. Eu não sabia o que acontecia comigo, achava que se fosse falar com um amigo sobre, poderia ser mal interpretado e visto como um tolo, logo eu, tão esperto e vivo, o mais animado da turma, o que conta piadas e tido como a peça fundamental nas reuniões de happy hour.
Eu acordei hoje, pela manhã, me olhei no espelho com aquela barba áspera que eu não tinha vontade de tirar. Aquele desanimo, aquela sensação de falta de norte, de caminho, de quem estava para se perder nos próprios passos impensados. Por esses dias eu não tinha certeza de nada, do que eu queria e do que não queria. Estava esperando o tempo passar para que ele mesmo se encarregasse de me conduzir, pela sua própria providência, talvez...
A verdade é que não tenho certeza mesmo, não tinha e continuo sem ter. Não sei se vou procurar as respostas dentro de mim, sei que sou capaz, mas de repente, a minha não ação já seja uma escolha. Vou esperar, se eu perder ou ganhar, tanto faz. Talvez não faça falta mesmo, talvez não tenha graça, talvez... Talvez.

4 comentários:

eduardo disse...

gostei muito mesmo, porem poderia ter terminado de outra maneira tmb!!

Pirilampo disse...

...gostei por teres conseguido expor em palavras o que todos aqueles que vivem nesta esfera das palavras sentem.

Somos ouvido, que no querer ensurdecer, a nossa audição se torna mais apurada.
As palavras asseleram o palpitar do nosso coração e as letras são bobeadas, como se de um jogo se tratasse...
Apagamo.las, por acharmos que não serão o sufecientemente explicitas para demonstrar as imagens que elas pintam nos sonhos e projestos traçados.
Letras, meras letras.. é assim que as abordam, quando a sua génese deriva dos sentimentos ocultos que gritam quando calamos o silêncio no pedido de ajuda.

...entendo-te.
E, no talvez da incerteza, compreendas em breve, e percebas que a saudade é amante do passado, a procura o enigma que te faz caminhar.
SE tens questões, procura respostas... elas existem em todo lado, e até mesmo no centro das palavras que ditas ao teclado.

Abraço

Marina disse...

Nada de esperar a vida te levar!!! REAJA!

Infelizmente quando estamos perdidos, o unico modo de reencontrarmos o caminhho... é caminhando!! Ficar parado não faz o caminho vir até nós... muito pelo contrario..

Engraçado como normalmente o "esperto e vivo, o mais animado da turma, o que conta piadas e tido como a peça fundamental nas reuniões de happy hour" é o que mais precisa de ajuda, pois tem medo de se mostrar fragil e muitas vezes triste diante dos outros...

Mas de boa? Se vc confia em alguem, abra o jogo... se fechar no seu mundo não vai ajudar em nada... acredite eu ja me fechei e não resolveu nada... só ampliou o problema!

Fique com Jesus e que ele lhe conforte o coração ^^

Paz e Bem

Marininha

Frido disse...

ki foto linda.