quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Confusão


“Se me sentasse na cadeira do analista não saberia o que dizer e nem como me comportar.”

Esse era o pensamento antes de entrar no consultório.

Claro que, como a vida de todo mundo, eu tenho problemas... Mas tais problemas, às vezes, parecem não fazer tanto sentido.
Sempre tive consciência de que as coisas eram passageiras que, um dia após o outro, os episódios mudavam e que o passar dos momentos eram uma sucessão de esperas, mas esperar cansa...
Nunca tive problemas com pais, namorados, irmãos, eles é que tinham os seus problemas comigo.
Achavam monótono o meu modo paciente de lidar com a vida.
Me dava bem sozinha, apesar de sentir falta de alguém que não sabia quem era...
Ou de alguma coisa que me entreteria.
Sou resolvida e sei o que quero.
O que me deixa decepcionada são os homens que nunca sabem o que querem.
Que são incapazes de dizer não ou dar um fora. Eles possuem uma sede de conquista imensurável. Como isso cansa...
Mas a vida, e sua sucessão de episódios, conduz a esse processo enfadonho de capítulos dignos de novelas baratas.
Posso ser ansiosa pra resolver as coisas, mas sei esperar também.
Acho que eu poderia ser um pouco mais mal resolvida para poder equilibrar com o resto, queria não saber o que quero, assim saberia facilmente enrolar os outros.
As pessoas adoram ser enroladas como rocamboles....

- RECEPCIONISTA> Senha número dois!

- lÚCIA> É você Carmem!

- CARMEM> O quê que eu falo para o analista heim Lúcia?

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