segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um elogio ao "nascer"


Há um tempo atrás pensava que qualquer um só nascesse uma vez para poder estar no mundo e Ser alguém autenticamente.

Mas nascer não significa estar no mundo, apesar de ainda assim estarmos todos “aqui”, de certa forma.

“Estar” está para além da simples presença.

Estar é, na minha mente, ter consciência-de-si e do além-de-si.

É enxergar que as coisas não são suficientes, é buscar ampliar os próprios limites, tentar continuamente alcançar o infinito.

Devemos nascer todos os dias das nossas vidas, incessantemente.

Não nascer-para-o-mundo, dessa forma, é também morrer a cada dia até chegar ao ponto da insignificância, que não é a mesma coisa do “nada”.

Afinal, do “nada” nada pode se falar. Enquanto que quem não nasce todo dia nada pode dizer.

Falar qualquer um fala...

Uma criança, um orangotango, um doidivanas...

Dizer, dizer de verdade, poucas pessoas fazem.

Um comentário:

Carolina Braga disse...

Tá no meu profile! =D