quarta-feira, 17 de março de 2010

Coisa de criança


Uma vez me falaram que nada melhor do que se entregar como uma criança as coisas.
Crianças vão, dão a mão, se jogam do parapeito do muro no braço dos pais sem cogitar a possibilidade de uma queda, quiçá de uma dor. Nem por isso, crianças pensam com a razão, crianças se entregam as circunstâncias... Se vai doer, respondem com choro... Se doeu demais, fica a cicatriz e o ensinamento de não pular da próxima vez.
Alguns adultos que nunca pularam cogitam uma dor que não existe.
Não pulam, não conhecem a sensação do vento na cara, não conhecem a felicidade.