sábado, 8 de maio de 2010

Ainda não passou...mas vai passar.


Quanto mais eu tentava te segurar pelas mãos mais eu te sentia escapar.
Doía demais essa despedida, lenta e gradual..quase que letárgica, fatal.
As lágrimas quentes escorriam dos olhos, percorriam as faces e perfuravam o coração n’um ciclo doloroso.
Alguém tinha que ser corajoso para dizer adeus de verdade, sem ter que ser tão suave. Alguém tinha que fazer o duro papel de enterrar aquela história, que desde o principio estava fadada ao fracasso.
Doía imaginar o que poderia acontecer na ausência da presença.
Beijos que não foram, abraços que não existiam, mãos que não se encontraram.
Voltando atrás e nunca desejando ter existido, meu coração implorava para não lembrar e querendo esquecer dava cada vez mais cor ao impossível.
Se eu soubesse contar contos, mitos, lendas, piadas, qualquer coisa, teria tua sombra no enredo, no meio, no inicio e não haveria fim

Um comentário:

Frido disse...

Tão triste..